Você deita pra dormir e, em vez de descansar, a cabeça liga ainda mais.
Repassa conversas, mensagens, cenas boas, brigas, o dia do término.
Pensa no que poderia ter falado, no que deveria ter feito diferente.
E aí vem aquela frase:
"Minha mente não para… parece que eu enlouqueci depois desse término."
Se você se reconhece nisso, este texto é pra você.
Sou o Gladston Norberto, psicólogo cognitivo-comportamental, especialista em relacionamentos, medos, preocupações e crises emocionais. E quero te explicar, de forma simples, por que isso está acontecendo com você – e o que é possível fazer a respeito.
Por que sua mente não desliga depois de um término?
Quando um relacionamento termina, não é só "alguém indo embora".
É uma rotina que muda, uma identidade que se quebra, sonhos que parecem perder o sentido.
O cérebro demora para entender que acabou.
Ele tenta "corrigir" a história o tempo todo:
- "E se eu tivesse dado mais atenção?"
- "E se eu não tivesse falado aquilo naquele dia?"
- "E se a gente ainda tivesse uma chance?"
Esse terrorismo mental não é frescura.
É uma mistura de:
- luto amoroso (você está vivendo um luto, mesmo com a pessoa viva);
- ansiedade (sua mente tentando controlar o que já acabou);
- culpa (a ideia de que só você estragou tudo).
O problema é que, em vez de ajudar, esses pensamentos em loop te prendem no mesmo lugar.
O que é esse "loop" de pensamentos?
Na TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental), chamamos isso de ruminação:
ficar girando nos mesmos pensamentos, sem chegar a uma conclusão útil.
É como ver um mesmo filme triste, todos os dias, esperando que o final mude.
Alguns pensamentos típicos desse loop:
- "Foi tudo culpa minha."
- "Nunca mais vou encontrar alguém assim."
- "Se ele(a) seguiu em frente tão rápido, eu é que sou o problema."
- "Talvez eu tenha exagerado, talvez fosse melhor voltar."
Esses pensamentos:
- diminuem sua autoestima;
- aumentam sua ansiedade;
- e te deixam preso(a) no passado, sem conseguir construir o presente.
O que a TCC faz de diferente nesses casos?
Muita gente acha que psicoterapia é só "conversar sobre o que aconteceu".
Na Terapia Cognitivo-Comportamental, eu não fico apenas ouvindo.
Nós dois trabalhamos juntos para:
- Identificar os pensamentos que te machucam
- Questionar se eles são 100% verdadeiros
- Encontrar formas mais realistas e saudáveis de pensar e agir
É um processo científico, estruturado, mas ao mesmo tempo humano.
Você não fica só "desabafando" – você aprende ferramentas pra lidar melhor com a dor.
3 exercícios simples para começar a lidar com esses pensamentos hoje
Essas não são "soluções mágicas", mas são um primeiro passo.
1. Escreva o pensamento – não engula ele inteiro
Quando vier o pensamento:
"A culpa foi minha, estraguei tudo."
Pare e faça assim:
- Anote exatamente essa frase num papel ou no celular.
- Pergunte pra si:
- "Se uma pessoa querida me trouxesse essa mesma história, eu falaria isso pra ela?"
- "Existe alguma evidência de que a responsabilidade foi 100% minha?"
Tente escrever uma resposta alternativa, um pouco mais justa, por exemplo:
"Eu cometi erros, mas o relacionamento não dependia só de mim. É injusto colocar tudo nas minhas costas."
Na TCC, isso se chama reestruturação cognitiva. É um treino.
2. Estabeleça um "horário de preocupação"
Parece estranho, mas funciona.
Em vez de deixar a mente te atacar o dia inteiro, você vai delimitar:
- escolha 15 a 20 minutos do seu dia (por exemplo, 20h30 às 20h50);
- durante esse horário, você pode pensar no término, escrever, chorar, desabafar no papel;
- fora desse horário, quando o pensamento vier, diga mentalmente:
"Eu vou pensar nisso no meu horário de preocupação, agora eu vou focar em outra coisa."
Isso não é "fugir da dor".
É ensinar o seu cérebro a não tomar conta de tudo o tempo inteiro.
3. Pequenas ações, mesmo sem vontade
Depois de um término, é comum vir:
- vontade de ficar na cama o dia todo;
- parar de se cuidar;
- se isolar de todo mundo.
O problema é que isso alimenta ainda mais a dor.
Na TCC usamos muito algo chamado ativação comportamental:
mesmo sem vontade, você faz pequenas ações que te aproximam de uma vida minimamente saudável.
Comece pequeno:
- tomar banho e trocar de roupa logo de manhã;
- comer algo minimamente nutritivo em pelo menos uma refeição;
- dar uma volta rápida no quarteirão;
- mandar mensagem pra uma única pessoa de confiança.
Você não precisa "estar bem" pra começar.
Você começa pequeno para, aos poucos, se sentir um pouco melhor.
Quando é hora de procurar ajuda profissional?
Alguns sinais importantes:
- Já se passaram semanas ou meses e a dor continua tão intensa quanto no começo;
- Você não consegue se concentrar em trabalho ou estudo;
- Seu sono e seu apetite estão muito alterados;
- Sua autoestima despencou;
- Aparecem pensamentos do tipo: "minha vida perdeu o sentido", "tanto faz se eu existir ou não".
Se você se percebe em vários desses pontos, você não precisa passar por isso sozinho(a).
Como eu posso te ajudar nesse processo
Sou psicólogo cognitivo-comportamental, com foco em relacionamentos, medos e preocupações, crises emocionais como essa que você talvez esteja vivendo agora.
No meu site, eu explico com mais detalhes como funciona a terapia, quanto tempo, em média, leva para começar a sentir melhoras, como são as sessões online e presenciais.
Você pode acessar meu site completo aqui: 👉 gladstonnorberto.com
Se, ao ler esse texto, você pensou algo como: "Parece que ele está descrevendo exatamente o que eu estou vivendo…" então talvez seja o momento de dar o próximo passo.
Agendar consulta onlineVocê não precisa "dar conta de tudo sozinho(a)". Você só precisa dar o primeiro passo. O restante, a gente constrói juntos.